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DX - Leo Jensen PY1LJ

Artigo escrito por Leo Jensen para a Feirinha Digital

I - Noções Gerais

Apresentação:

Quando tinha uns 16/17 anos de idade, no início dos anos 70, mais ou menos, comecei a escutar ondas curtas num pequeno rádio portátil. Em 1975 recebi PX1-1715, como indicativo-de-chamada na Faixa do Cidadão e, em 1978, recebia do antigo Dentel, a Licença de PY1WPU (Classe "C"), que mudou depois para PU1WPU, sendo que em 2002 ascendi à Classe B como PY1LJ e, em 2003, à Classe A.

Não me considero um DXista no sentido integral da palavra. O nosso colega César (PY2YP), por exemplo, tem todos os países e Ilhas do Mundo trabalhados, além de ter o DXCC nas 5 bandas de HF, tanto em fonia, como em CW, sendo Honor Roll em ambos, entre outros Diplomas. Sou muito "novinho" no DX.

Nossos vários colegas experientes, poderiam contribuir, também, para este espaço, enviando suas opiniões, o que seria muito interessante. Aproveito a oportunidade para fazer o convite e dizer que a temática que envolverei será aquela relacionada ao DX, em fonia, nas bandas de HF. Nada contra as outras modalidades ou modos. Muito pelo contrário. Ficarei com o SSB, deixando as outras opções para que os colegas, se manifestem à respeito, como forma de complementação do assunto.

Gosto de DX sem ter um compromisso muito forte com a aquisição de Diplomas, porém, fiz questão de tentar alguns como forma de alcançar um objetivo e como desafio. Posso citar, por exemplo, um Diploma muito fácil de se obter, que é o RPN da Sibéria, Rússia Oriental. O difícil é você encontrar a tal da famigerada estação. Trabalhar a Rússia não é complicado, mas esta tal de Sibéria não é lá muita moleza não.
Aproveito para dar uma dica para quem está afim de ter um Diplominha, ou seja, tentem a Georgia (não é o estado da Georgia, nos USA, não), na Europa. Basta um contato só com a Capital Tbilisi (uma das cidades por onde Marco Pólo passou), que você já fará jus à este Diploma bem simpático, que se caracteriza por um bonito e grande Pôster, contendo várias fotos de lá.

Introdução:

  • O que é DX?

  • Por que DX?

  • DX é importante?

As definições sobre DX, bem como explicações técnicas sobre DX, propagação e Antenas, estão disponíveis nos livros e na Internet, inclusive com excelentes e atualizadíssimas informações sobre as condições de propagação e o tão utilizadíssimo Cluster. O porque do DX (atualmente), talvez seja algo relacionado com o estado de espírito do próprio Radioamador. Muitos não gostam e não se interessam por DX. Uns não tem tempo. Outros gostariam de fazer DX mas não possuem ou não podem ter estações voltadas para este objetivo, ou não querem ou não podem investir nisto. Alguns não se consideram aptos. Evidentemente, existem outras explicações. DX não é necessário. DX não é obrigatório. É opção individual. Faz quem quer, quando puder, se quiser, desde que tenha a Licença para isso, é óbvio. Como nossa cultura está muito arraigada em usos, costumes, rótulos, modas e manias, ousaria dizer que, talvez, haja alguns que até perguntariam qual seria a "vantagem" que levariam em fazer DX? (esses prováveis "espertos" são da turma dos que "gostam de levar vantagem em tudo, certo?". Então como DX não dá "Ibope" e necessita de dedicação e gastos, certamente não  ofereceria muita "vantagem" em troca, "certo"?). DX é interpretado como sendo um comunicado à longa distância. Para que este comunicado seja bem positivo, creio que o desejável seria que os DXistas (àqueles que praticam o DX) envolvidos tivessem condições de trabalho as mais próximas possíveis. Como se fosse num jogo de futebol, onde os dois times estariam em condições bem parecidas. Mas Radioamadorismo não é um jogo entre profissionais. Aí é que está a diferença, apesar de que muitos Dxistas são verdadeiros "profissionais" na arte de "caçar" estações. E é justamente aí, nesta diferença, que talvez a sua estação se destaque. Vale a pena tentar.

Dificuldades do Hobby:

Radioamadorismo é um Hobby. Dizem que Hobby não é lazer. Dizem, também, que Hobby é para dar prazer. Vocês decidem. O DXista maníaco pode se tornar um egoísta extremado, na prática do DX e do uso contínuo do Rádio, afastando-se do convívio familiar e envolvendo-se em situações estressantes. Isto, entre outros motivos, mostra as dificuldades com as quais nos deparamos.

Pode-se citar outras, tais como:

DINHEIRO (O Capital a ser investido em Rádios, Fontes, Antenas, Medidores, Acessórios, etc., é alto. Diria que o dinheiro é o principal limitador do Dx e do Hobby, como um todo.)
DOMÍNIO DO IDIOMA INGLÊS (Para aqueles que objetivam o DX, não é necessário ser um poliglota. Basta falar e entender um mínimo, para que se estabeleça o CONTATO entre as estações. Mas, para uma CONVERSAÇÃO torna-se necessário um bom domínio e ainda existe a pronúncia. Dificuldades como fluência e pronúncia são pormenores que dificultariam o andamento de uma boa conversa em DX).
ESPAÇO SUFICIENTE (Para a instalação de Torres e Antenas, uma vez que nem sempre isto é possível, até pelas áreas vélicas implícitas nas direcionais, quando instaladas.)
DISPONIBILIDADE HORÁRIA (Nova Zelândia e algumas das Ilhas da Oceania, por exemplo, são melhor escutadas de madrugada.)
PACIÊNCIA (Para escutar, para entender, para procurar, para receber o QSL, etc. etc..)
FATOR SORTE (Faz parte)
RECURSOS (O dinheiro você já gastou para montar a estação e tudo o mais. Agora vem a confecção dos seus cartões QSL, as taxas dos Diplomas, os custos de Correio, etc. etc..), entre outras dificuldades.

Diferenças:

Como destacado acima, em maiúsculas, existe uma diferença entre CONTATO e CONVERSAÇÃO, a meu ver. Um DX poderá envolver, ou não, este tipo de situação.
CONTATO seria tão somente a troca de indicativos entre as estações (às vezes é só isso em alguns pile-ups), a reportagem dos sinais, os nomes dos operadores e as localidades ou países envolvidos.
CONVERSAÇÃO seria, como o próprio nome sugere, um bate-papo. Algumas das vezes, a CONVERSAÇÃO, acaba se transformando numa amizade. Inicia-se no rádio, transfere-se para a Internet com a troca de e-mails e acabam por se consolidar em futuros encontros pessoais. Entre outras inúmeras diferenças pode-se registrar as diferentes culturas, a forma de se expressar, gírias ou hábitos de linguagem empregados no QSO, diferenças entre Concursos ou Contestes, etc. etc.

Outras Questões:

Dx bom é quando a propagação é boa e todos se entendem. Pelo menos, à princípio. Existem alguns colegas que só valorizam o DX quando ele é extremamente difícil. Não importam os motivos. DX é DX. Quando a propagação está realmente aberta, e os Radioamadores encontram-se na freqüência, os contatos fluem melhor. Com o Rádio, uma simples dipolo (também serve uma Long-Wire, uma G5RV, uma Bazooca, Linha Aberta, Cúbica, Delta, Marconi, Double Zepp, Carolina Windom, Vertical ...) um pouco de paciência e ... pronto. Está feito o DX. Mas.
Tem sempre um mas para chatear. Mas nem sempre é assim. DX é trabalho árduo. Requer dedicação e empenho. Tem que gostar da coisa. Uma grande parte das estações estrangeiras, que objetivam o DX, operam com boas Antenas, ótimos Rádios e muitos utilizam-se de Amplificadores Lineares, principalmente nas bandas baixas.

As Regras do Jogo:

Como dito, Radioamadorismo não é um jogo porém, muito provávelmente, se você quiser "participar  do jogo" e entrar numa de marcar Gol, terá de ESTAR EM FORMA, CUMPRIR AS REGRAS, JOGAR LIMPO e NÃO COMETER FALTA, assim como os outros participantes, mesmo sabendo que uns não agirão assim. Então:

ESTAR EM FORMA seria algo como ter Rádios confiáveis (preferencialmente os modernos, com DSP e filtros) e Antenas Direcionais, no mínimo. Nada contra outras Antenas, mas você aguentaria jogar uma partida com uma chuteira só?
CUMPRIR AS REGRAS seria algo como um comportamento meio que Universal. Escute e observe como "eles" fazem DX. Então, dance conforme a música de acordo com a Ética.
JOGAR LIMPO é uma coisa que não precisa se explicar muito. Espere a sua vez. Não sobre module e não fure a fila. Não sacaneie o DX dos outros, depois de ter feito o seu. Atenda à todos, quando você for a "figurinha". Uma vez eu atendi a um CQ de um Europeu. Fiz o contato e já tinha me despedido quando uma outra estação me chamou. Veja bem: o cara me chamou pelo indicativo. Respondi, educadamente, dizendo que a freqüência estava ocupada pela estação com a qual eu tinha acabado de falar. Ora, é claro que o gringo sabia disso muito bem, pois estava na coruja. Agi, de acordo com a Ética. Nada mais. Pois muito que bem. O Europeu com quem eu tinha acabado de falar, E QUE ESTAVA CHAMANDO GERAL, disse para o outro que não havia problema e que, então, fizesse o contato comigo. Sujeito educado. Aliás, sempre são. Moral da estória: Eu, que não estava chamando geral, atendi ao tal e, então, virei a bola da vez, ou seja, formou-se um pile-up terrível em cima da freqüência e eu fiquei ali por mais de uma hora atendendo à todos que queriam contactar o Brasil.
Não se iluda muito com os grandes sinais. Algumas das vezes você escuta a estação "jacaré" (boca grande - leia-se, muita potência - e ouvido pequeno - leia-se, escuta, ao mesmo tempo, muitas estações -) com S9 mais tudo, e a recíproca não é verdadeira.
NÃO COMETER FALTA seria você enviar o seu QSL. Não dê uma de espertinho esperando o QSL do gringo chegar primeiro, para depois enviar o seu. Pega mal e os caras já manjam isso. Envie o seu QSL imediatamente após o contato. "Pague" o mais rápido possível VIA DIRETA, preferencialmente, anexando, inclusive, o envelope auto-endereçado. Quando o QSO foi com DXexpedições, Ilhas , Estações consideradas como "figurinhas", e aquelas que utilizam-se de Managers, o IRC é OBRIGATÓRIO. Não adianta chorar. Se todos trabalharem assim, a nossa fama de PÉSSIMOS pagadores de QSL irá para o ralo. Certamente serei duramente criticado por dizer isto, pois sei que muitos enviam o QSL, via Labre. Eu sou Labreano REMIDO e NUNCA enviei um QSL por lá. Receber é outra coisa. Particularmente, gosto de rapidez e prefiro ficar no controle da situação de envios e recebimentos.

Termino este encontro com uma questão: Se você estudou e fez provas para ser um Radioamador. Gastou dinheiro para comprar apostilas ou livros. Dedicou uma boa parte de tempo para comparecer nos dias de prova e, depois, para pegar e/ou pagar as Licenças, esperou mais de um ano para ser Classe "A" - se for o caso -. Investiu Capital para a aquisição de Rádios, Antenas, Cabos, Conectores, Medidores, Sintonizadores, Fontes de Alimentação e Amplificador Linear. Comprou cabos de aço, espaçadores e prendedores para a instalação da Torre e do Rotor. Fez aterramento adequado. Utiliza carga-fantasma e filtro passa-baixa. Usou muita fita isolante e soldou muito conector, entre outras coisas. Finalmente, mandou confeccionar numa gráfica, ou então comprou QSL já prontos.
Enfim, todo esse tempo e toda esta grana para falar no Rádio e fazer DX. E agora, no final do "jogo", quando chega a hora de "pagar" o QSL é que tu vem com esse papo-aranha de que o envio do QSL - via direta - é muito caro?

Olha meu amigo, com todo o respeito que você merece:

Sugiro Vossa Excelência rever os seus conceitos. Se é que você me entende.

73 à todos.

Leo Jensen

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