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Portadora - Seus Dias Estão Contados, João Roberto PY2JF

Artigo escrito por João Roberto para o CRAM

Inegavelmente as portadoras são o calcanhar de Aquiles do radioamadorismo. Elas servem de combustível para a maioria das brigas que presenciamos no VHF. Elas podem vir em vários "sabores", como arrotos, músicas, gracejos, palavrões e toda uma gama de sons que invejaria um sonoplasta. Temos também variantes, como os famosos "primos", que para os que não sabem, são anônimos imitando voz fina, muitas vezes em dupla, que se auto- intitulam “primos”. Eles costumam difamar radioamadores e aprontar todo tipo de baderna imaginável. Isso tudo normalmente ocorre em repetidoras, onde conseguem uma audiência maior, e as de maior cobertura são as preferidas.

Outro problema que se torna cada dia mais comum são os links clandestinos. A maioria dos rádios dual band de hoje têm o recurso de repetidora cruzada, que permite retransmitir a banda de VHF no UHF e vice-versa. Imagine a confusão quando fazem links de conversas de radioamadores em freqüências como da polícia ou de outro serviço público.

Mas por qual razão uma pessoa age dessa forma? A resposta é simples: Por causa do anonimato que o rádio proporciona. Os motivos podem ser os mais variados, mas a portadora só acontece porque a pessoa sabe que não será identificada. Por trás do microfone, na segurança de sua casa, a quilômetros de distância, ela se sente numa fortaleza. Mas infelizmente nem todos os radioamadores sabem como agir numa hora dessas. Seguindo as sugestões abaixo, as portadoras seriam tão ineficientes que ninguém perderia tempo com essa prática:

•  Ignore-as. Nunca mencione na freqüência que tem alguém dando portadoras, simplesmente não comente nada. Quem dá portadora quer saber o quanto você o odeia, e quanto mais se fala dele, mais tempo ele fica atrapalhando. O prazer dele é deixá-lo irritado. Mas se ele não vê resultado algum, ele se cansa e pára. Mas isso só funciona se os sinais das pessoas que estão mantendo o QSO forem mais forte que a portadora.

•  Se ela realmente atrapalha a ponto de não ser possível prosseguir com o QSO, o melhor a fazer e se despedir como se precisasse sair e desligar seu rádio. E isso sem nunca comentar nada, pois dessa forma ele não saberá o resultado de sua investida.

Mas nem sempre as coisas são resolvidas apenas com psicologia, às vezes você não é uma pessoa tão paciente ou mesmo teve o azar de ter uma daquelas pragas que entram diariamente acabando com o humor de qualquer cidadão. Para esses casos, finalmente, antes tarde do que nunca, apresento-lhes o “Projeto Identificador de Portadoras 2.0” do CRAM. Muitos aqui já ouviram falar do Identificador de Portadoras 1.0 que acabou engavetado. Pois é, foi há muito tempo. Mas era algo extremamente complexo. Tratava-se e uma placa com vários circuitos integrados importados de difícil obtenção, além de um software extremamente complexo que desenvolvi em Visual Basic e, sinceramente, não estava 100%. Ele chegou a funcionar razoavelmente bem, mas devido ao custo do circuito e ao meu afastamento do hobby, o projeto foi esquecido. Ainda tenho o protótipo e funciona bem, mas o tempo passou e o progresso tratou de facilitar nossas vidas. Hoje temos condições de ter essa valiosa ferramenta de forma bem mais prática e a um custo muito inferior.  

História

O conceito do identificador de portadoras foi inventado e patenteado pelo radioamador americano Phil Farrell K7PF. Ele licenciou a técnica para empresa Boeing e para uma pequena empresa chamada Motron Electronics. Esta última vende uma complexa placa eletrônica chamada TxID Transmitter Fingerprint, que deve ser instalada em um slot de PC e rodar em sistema operacional DOS. O preço de U$800 sempre foi alto para um radioamador, mas até que acessível para clubes e associações.

Alguns radioamadores americanos desenvolveram sistemas semelhantes que funcionavam com placas de som do tipo SoundBlaster, como o TXID, mas ainda estava longe de ser o ideal. Há poucos meses Malcom Mallette WA9BVS, que no passado já havia escrito sobre o assunto, ressuscitou o projeto quando conheceu o Osciloscópio Virtual da Virtins, que caiu como uma luva para essa aplicação. Sua publicação saiu na revista CQ VHF publicada no inverno de 2006. Sabendo do artigo, tentei conseguir uma cópia da revista sem sucesso. Então entrei em contato com a Virtins e consegui finalmente uma cópia do artigo. Fiz o download do software e o reproduzi com sucesso. Era quase perfeito, exceto que após a captura da portadora, você teria que manualmente abortar o processamento. Como no meu antigo projeto eu havia usado um sinal de COR do receptor para a captura automática, tentei fazer o mesmo com o software da Virtins e bingo! Temos agora um identificador de portadoras melhor do que o dos americanos! Viva a tecnologia tupiniquim! Mas para os que tiveram dificuldade em obter o sinal de COR, vou explicar também como  proceder com o método manual.

Como Funciona

Funciona por meio da analise dos 200ms iniciais ou finais do sinal transmitido no tempo (Foto 1).  Atualmente, sem exceção, todos os transmissores usam circuitos PLL para determinar a freqüência de transmissão. Esses circuitos têm uma peculiaridade que pode ser identificada. Eles geram um padrão único de freqüência X tempo antes de fixar a freqüência de transmissão e também antes de encerrar a transmissão. Devido às diferenças nas tolerâncias dos componentes usados nos circuitos PLL, esse padrão acaba sendo único para cada transmissor.


Exemplo de captura da portadora de um rádio Kenwood TM-V7A

Nosso Identificador consegue capturar automaticamente essa informação assim que o squelch abre com o sinal que deseja analisar. Uma vez capturado, esse sinal é salvo como parte de uma biblioteca de portadoras que eventualmente será usada na identificação de transmissões indesejadas. De posse dessa informação, será possível determinar se duas transmissões partiram do mesmo transmissor.

Com essa tecnologia, o radioamador poderá iniciar um processo de cadastro de todos os radioamadores de sua região. Quando houver alguma portadora, ele poderá capturá-la e comparar com as que estão em sua biblioteca. Se for de alguém já cadastrado, problema resolvido. Caso não coincida com nenhuma delas, basta ter paciência. Mais cedo ou mais tarde o rádio utilizado para a portadora vai ser usado por alguém e o mistério será resolvido.

Outro uso para o Identificador seria no auxilio para encontrar rádios roubados. Imagine que um transmissor cadastrado seja roubado. Assim que alguém começar a usá-lo, você poderá descobrir seu paradeiro.

Iniciei esse projeto há três meses, e com a ajuda de dez radioamadores da região, cadastramos mais de 300 rádios. Já identificamos quase uma dúzia de “pitimbadores”. E para minha surpresa, todos radioamadores! Nenhum era clandestino! Isso prova que o VHF em nossa região está ruim não por causa de clandestinos como alguns sugerem, e sim por causa de maus radioamadores. Prepare-se para surpresas desagradáveis com essa ferramenta.

Identifiquei o responsável pela portadora, e agora?

Essa é uma pergunta difícil de responder. Cada caso é um caso. Se nossa competente Anatel cumprisse com suas obrigações, o VHF Paulista não estaria essa baderna. Tecnologia ela tem de sobra, vide matéria publicada por mim há alguns anos com o título “A Fiscalização Vem Aí”. Infelizmente ela nunca veio, e essas maravilhas da tecnologia devem estar apodrecendo ao relento.

Não existe uma fórmula infalível sobre o melhor procedimento. Falar na freqüência que sabe quem é? O baderneiro levaria um belo susto, mas não acho que isso seja uma boa idéia, pois poderá causar mais confusão. Ligar para o indivíduo e alertá-lo de que a portadora vem de um rádio de sua propriedade? Talvez. Isso já aconteceu aqui e a pessoa envolvida negou categoricamente. Mas em compensação depois disso a portadora nunca mais voltou. Criarei um tópico no fórum do CRAM para trocarmos idéias e relatos de como resolvemos esses problemas, quem sabe em pouco tempo teremos informações suficientes para concluirmos qual a melhor maneira de advertir o responsável.

Antes de entrarmos nos detalhes da instalação, gostaria de deixar um conselho a todos os radioamadores que pretendem virar investigadores do espectro. Cuide do seu quintal. Se as portadoras estão acontecendo em repetidora de sua responsabilidade ou de seu grupo, vá em frente. Agora se o problema ocorre em outra vizinhança, melhor deixar que os responsáveis por ela resolvam. Ficar enfrentando encrenqueiros do rádio pode ser uma tarefa ingrata e pode lhe trazer grandes aborrecimentos. Felizmente não temos tido problemas com portadoras em nossas repetidoras, pois nunca permitimos que elas funcionassem sob domínio de baderneiros. Elas estão no ar para nos trazer diversão e prazer. Se isso não for possível, não são mais imprescindíveis como no passado, podem ficar desligadas dias, até semanas. E quem perde com isso, infelizmente os radioamadores que dependem delas.

Outra opção seria denunciar o responsável para a Anatel. Se a situação chegar a esse extremo, o faça através da LABRE. Ela é uma entidade que tem por obrigação defender os direitos dos radioamadores. Não denuncie diretamente, pois alguns já o fizeram e nossa competente agência reguladora não só deixou o denunciado livre para continuar suas interfarências como também foi na residência do denunciante e lacrou seus rádios .

Ligação Entre Rádio e PC

Precisamos de dois sinais do receptor de rádio (VHF ou UHF) que utilizará para o projeto: Discriminador e COR. Se você não sabe como obter esses sinais, leia o artigo "O Receptor". Nele encontrará as informações necessárias para obter esses sinais. Caso não tenha intimidade com eletrônica, procure um amigo radioamador com esses conhecimentos para ajudá-lo.

Uma vez identificados esses dois pontos no rádio, utilize um cabinho blindado de microfone estereo, desses que você compra em qualquer loja de eletrônica, o comprimento deve ser o suficiente para ligar do rádio a entrada da placa de som de seu PC. O tamanho não é crítico, mas quanto mais curto melhor. Ligue no rádio: O discriminador no fio branco, COR no fio vermelho e terra na malha. Na outra ponta do cabinho: Ligue um plug P2 estereo com o pino central da extremidade no fio branco, o pino central do meio no vermelho, e a malha no corpo do plug.

Ilustração mostra ligação do discriminador e COR do rádio
ao plug P2 que vai a placa de som

O plug pode tanto ser conectado na entrada LINE IN ou MIC da placa de som do PC.

Instalação do Software

Faça download e instale o software Sound Card Oscilloscope através do link:

Download do Osciloscópio Virtual Virtins (4.75MB)

Esse software funcionará em modo experimental (trial) por 7 dias. É tempo suficiente para se testar a eficiência do Identificador de Portadoras. Se ficar satisfeito com o resultado, sugiro que compre uma cópia do software que é vendida por apenas U$24,95, o que dá uns R$50,00. É só visitar a página da Virtins e efetuar a compra com cartão de crédito internacional. Eles lhe fornecerão um serial na hora e já poderá desbloquear sua cópia. Atenção para um detalhe. O serial fornecido é para uma licença. Se tem mais que um computador, decida-se primeiro em qual deles pretende fazer a instalação. Se quiser usar em mais de um computador, vai precisar adquirir outra licença. A licença pode ser transferida de um computador para outro, mas o software tem que ser desinstalado e o serial substituido por outro amarrado a informações do novo computador. É claro que poderá encontrar esse software desbloqueado com ajuda de programas de trocas de arquivos, mas se ele atende suas expectativas, R$50 não é muito dinheiro para retribuir o ótimo trabalho que fizeram. Além disso, se você gosta de brincar com eletrônica, terá agora um osciloscópio de dois canais no seu PC para se divertir.

Configuração do Osciloscópio (Disponível em breve).

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