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Sobre Torres de Radioamador - Leo Jensen PY1LJ

Artigo escrito por Leo Jensen para o PTT-RADIO
  • Introdução

Após a divulgação em http://www.feirinhadigital.com.br da matéria sobre "Torres de Radioamador", tenho recebido vários "e-mails" em interessados na aquisição/confecção/instalação de Torres, sendo que os questionamentos mais frequentes são aqueles que se relacionam com as medidas, tipos de Rotor, Antenas e a execução da infraestrutura.
Percebe-se que, se por um lado, existe um objetivo, por outro, evidenciam-se temores e dúvidas básicas.
É preciso que se entenda que "cada caso é um caso". Não existe uma "receita de bolo" ou "tabelas" que possam atender especificamente à todos os casos. Como a metodologia construtiva usual não difere muito da forma, ou seja, como as Torres apóiam-se, em muitos dos casos, em blocos de fundação ou sapatas (são os tipos de fundação mais adequados para este tipo de estrutura) e, em consequência, acabaram por se popularizar, não se pode deduzir, com isso, que qualquer "pedreiro de plantão", esteja apto a executar tal empreitada e afirmar que não existem riscos. Não é bem assim.
Se determinadas soluções estruturais atenderam à vários casos em comum, não quer dizer que sirvam como um padrão à ser adotado de forma indiscriminada. Temos, por exemplo, um certo fabricante que já estabeleceu (baseado em seus dados) dimensões usuais para a confecção das fundações versus as alturas de suas Torres. Temos, também, alguns Radioamadores que seguiram este exemplo e tomaram tais medidas como sendo aquelas para as suas necessidades e até outros que "copiaram" a solução que um colega usou.
O fator de maior relevância é a segurança.
Em hipótese alguma pode-se descartar a possibilidade da Torre vir a desabar. E, caso isto ocorra, seu proprietário poderá ser responsabilizado pelos danos causados. Sugere-se, então, a maior atenção possível. Pelo simples fato de uma determinada medida/orientação/solução ter atendido a alguns casos, não se pode generalizar.
Uma vez entendido isto, observa-se claramente que não podem existir "soluções mágicas" ou uma "fórmula universal". Se fosse assim, não haveriam profissionais ou empresas especializadas. Qualquer "pedreiro de plantão" executaria o serviço que seria tão simples que ninguém teria dúvidas.
Barro, terra mal compactada, areia, presença de lençol freático ou de matacões e até rocha, são algumas das características dos diversos tipos de solo existentes. Qual o tipo do solo aonde você pretende instalar a sua Torre?
Uma vez identificado o solo, parte-se para o cálculo do tipo de fundação à ser utilizado versus o tipo e a altura da Torre, entre outros cálculos e soluções (existem Torres que são montadas em navios, algumas cujos primeiros módulos ancoram-se em edificações existentes e outras que adotam sistemas móveis de içamento, por exemplo), pois, como dito acima, "cada caso é um caso".

  • Torres Auto Suportadas

Apresentam uma característica interessante que é a inexistência dos "estais", ou seja, os cabos de aço de sustentação.

As Torres são Estruturas que são construídas, no sentido de serem capazes de suportar cargas, sendo confeccionadas por cantoneiras, tubos de ferro redondo galvanizados, alumínio ou barras de ferro/aço.

No caso das auto-suportadas, as cantoneiras são muito empregadas. O conjunto, uma vez montado, apresenta rigidez superior aos esforços oriundos dos momentos torçores, fletores e outras cargas (cargas verticais, sobrecargas, cargas acidentais, etc).

O ferro redondo (nas muitas das vezes soldados aos tubos de ferro galvanizado) pode ser encontrado em peças soldadas, cujas seções podem ser inteiriças e por módulos. Sendo soldado, sugerindo o emprego do ferro redondo, talvez, possa contrariar a idéia básica, qual seria a de terem preços acessíveis, sendo que existem fabricantes, ou Empresas, que comercializam este tipo de produto ou fazem sob encomenda.

A especificação das dimensões das cantoneiras, seu afastamento, diâmetro dos furos versus parafusos à serem utilizados, dependerão do cálculo da Estrutura como um todo.

As bases, numa vista superior, podem sugerir um formato quadrangular ou retangular, porém, existe a outra dimensão que está dentro da cava de fundação, sendo que as dimensões serão às que forem determinadas pelos profissionais habilitados, procurando atender o interesse do Radioamador, entre outros detalhes.

As Torres Auto Suportadas podem ser:

A) Montadas "peça a peça".

É um tipo de solução bastante adotada pelo baixo custo e fácil transportabilidade, porém, requer um maior tempo para a sua instalação. Após a escolha, as seções da Torre caracterizam-se pela montagem do conjunto das cantoneiras que é montado unidade por unidade. As cantoneiras são iguais unitariamente ou por partes, sendo todas as peças gabaritadas.
Todas foram previamente furadas e pintadas contra corrosão, utilizando-se parafusos, arruelas e porcas para a fixação destas. O formato final, geralmente, é quadrangular ou retangular.

B) Telescopadas.

Neste caso, os módulos (seções) já foram previamente construídos.
Podem ser içados e recolhidos por motores ou manivelas sendo, também, de formato quadrangular ou retangular e, à medida que ganham altura, a dimensão das seções vai diminuindo.

C) Outros tipos.

São as de formatos variados. Podem utilizar bases largas, se comparadas com as citadas acima, e as seções podem "afinar" à medida que ganham altura em relação ao solo podendo, inclusive, terem "gávea".

Nas Torres Auto Suportadas (assim como nas Estaiadas) o fator de maior importância reside na base de fixação que, em grande parte dos casos, é confeccionada em concreto armado.
O cálculo destas fundações (infra-estrutura), e suas respectivas dimensões, ferragens, traço do concreto e tudo o que se relaciona com a correta confecção, deverá ser executado por Engº Civil ou Engº Mecânico, que será o responsável pela "obra" e emitirá ART, conforme determina a Legislação em vigor.

  • Torres Estaiadas

Da mesma forma que as Torres Auto Suportadas, são merecedoras de atenção.
A base de fixação, normalmente, constitui-se por sapatas quadradas (mais usuais) ou com outros formatos. Os calculistas, dependendo de alguns fatores, podem utilizar uma ferragem de reforço ("L") solidária à malha, no sentido de proporcionar maior rigidez.
Uma vez determinada a altura da Torre, os "estais" (tirantes), que são os cabos de aço (preferencialmente revestidos), deverão ser fixados à cada terço da Torre, descontada parte, ou trecho, da última seção.
Se a Torre tiver, por exemplo, 22 metros de altura e seus módulos forem de 2 metros de comprimento cada (os módulos de 2 metros são bem usuais, por serem mais leves e fáceis de transportar) um, a primeira linha de estai ficará presa (debaixo para cima) no início do 4º módulo (6 metros  de altura), a segunda linha no início do 7º módulo (13 metros de altura) e a última linha de estai ficará no início do último módulo (20 metros de altura) que, em muitos dos casos, caracteriza-se por uma ponteira, o que facilita os trabalhos de montagem, manutenção e desmontagem das Antenas. Obviamente, neste exemplo, fica-se com 2 metros livres (no tôpo).
Todos os cabos (estais) concorrem para o mesmo local de ancoragem, devendo distar 120º entre si (no mínimo, para o caso de 3 estais por seção. Evidentemente, poderão ser empregados mais cabos, com outros ângulos) e esta ancoragem deverá ser feita com critério construtivo eficiente.

  • Conclusão

Como visto, torna-se necessário ao interessado, na utilização de Torres, uma séria atenção voltada à sua edificação/instalação.
Não se deixe iludir por "entendidos". A instalação de uma estrutura metálica (alta e pesada) que visa suportar múltiplos esforços e cargas não pode ser tratada como um simples exercício ou coisa fácil de ser feita.
Demais detalhes sobre Torres, colocação de Rotores, materiais à serem utilizados, entre outros, são encontrados na literatura existente.

73 à todos.
Leo
PY1LJ

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